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13 de dez. de 2010

Demolição do Elevado da Perimetral

Beleza versus desperdício

Por Carlos André

É incrível como algumas ideias maravilhosas são engavetadas por falta de apoio e outras tão insensatas conseguem ir tão longe como essa da demolição do elevado da perimetral.

Não tenho nada contra o prefeito Eduardo Paes, até votei nele. E vi durante os últimos anos uma gestão com atividades negativas e positivas. Mas vamos lá, sei que o viaduto é feio e destoa da beleza que o Rio tem, mas gastar mais de R$ 3,5 bilhões, isso mesmo! R$ 3,5 bilhões com recursos de financiamentos conseguidos do FGTS para demolir uma obra que custou tanto dinheiro, que demorou praticamente 18 anos pra ser concluída, e abriga hoje o tráfego diário de 120 mil veículos contribuindo e muito para diminuir essa loucura que é o transito do Rio de Janeiro. Em minha opinião, é um grande desperdício em todos os sentidos.



Os projetos de construção de passagens subterrâneas,  mergulhões e reurbanização de ruas que visam substituí-lo, certamente devem ser realizados sim, deveriam inclusive  ser uma espécie de padrão a ser adotado, pois vivemos problemas demais na crescente de novos veículos e da população na cidade. Além, claro, da recuperação de diversos patrimônios históricos que estão incluídos.
Pra isso sim, sou totalmente a favor que devam ser gastos recursos, agora destruir o que já está feito, é útil e custou tanto a população é no mínimo lamentável, visto tantas coisas muito mais importantes a investir e que nós, o povo, precisamos tanto.

Certamente não impressiona em nada que arquitetos, engenheiros e profissionais da área de todos os lados apoiam a causa falando maravilhas e do quanto ficará bonita a obra, (com todo esse dinheiro, deveria virar a oitava maravilha) não seria porque ganharão fortunas com todo esse gasto? Nem quero imaginar quanto do nosso dinheiro será desviado nessas obras.
E o mais engraçado que falam tanto da questão estética, mas permitiram as obras da estação Cidade Nova e todo aquele trajeto construído recentemente pelo Metrô Rio com as mesmas “características horrorosas”, estreitando ruas e tapando paisagens. A obra foi muito importante para a população e tem seus pontos interessantes, mas no meu entender o metrô deveria ser totalmente subterrâneo, só não vi ninguém reclamando a respeito.



Bom, todo o processo já está quase concluído e se ninguém fizer nada eles vão realmente realizar a demolição de um acesso que facilita a vida de tanta gente. Existem vários projetos de revitalização do viaduto, muito, muito criativos, mas não entendo onde aquele discurso sobre reinventar e ser sustentável foi parar. Hã, o que disse? É mais fácil desviar dinheiro nas grandes obras? Pois é, acho que é isso mesmo!

Deixo aqui a minha insatisfação com essa ideia e minha decisão, caso essa obra seja concluída, é a de  exercer meu direito de não votar mais no Prefeito Eduardo Paes e nos políticos responsáveis por essa grande  e dispensável extravagância.

21 de out. de 2010




Guerra Cambial
Por  Carlos André

Estamos vendo essa tentativa dos EUA de reaquecer sua economia injetando dólares no mercado. Essa ação está gerando uma verdadeira “Guerra Cambial” derrubando o valor do dólar no mundo e em contrapartida supervalorizando todas as outras moedas, inclusive o Real.



Guerra Cambial
O governo brasileiro com uma forte equipe econômica já vem tomando medidas para controlar a desvalorização do dólar, aumentando o IOF para movimentações estrangeiras, inibindo a compra desenfreada e o consumo de produtos estrangeiros, o que ocasionaria em queda na compra de produtos nacionais, fazendo com que muitas empresas quebrassem ou ficassem “mal das pernas”.
Assim como o governo fez quando a crise mundial de 2008 chegou ao Brasil, neste caso, reduziu alguns impostos dos produtos daqui para motivar o consumo o que deu muito certo, e nem foram muitos, e pra surpresa de muitos, acabou acontecendo mesmo a tal "marolinha" o polemizado comentário de nosso atual presidente. Mas vale lembrar que o Brasil estava muito forte e preparado para a crise.

Compra de importados
O medo agora é que a desvalorização do dólar faça aumentar desenfreadamente a compra de produtos e serviços dos EUA, e também cause prejuízo em muitos outros aspectos, pois a verdade é que não temos como competir com os norte-americanos que já têm produtos abaixo do preço e com muita qualidade. Com a queda da moeda estrangeira, a oportunidade dos consumidores de adquirir produtos com condições e a preço bem baixo é quase que impossível de deixarem passar. E é exatamente isso que o governo americano quer para tentar lutar contra a crise que abala sua estrutura. Mas para o Brasil esse processo inverte.
Ao que parece a moeda mais usada no mundo continuará caindo por algum tempo e o governo brasileiro terá que se desdobrar para não perder mercado e muitas de nossas empresas não fecharem por não poder competir com preços baixos.

O que poderia, aliás, deveria ser feito é a reformulação e diminuição da carga tributária brasileira que é uma das maiores do mundo, isso sim faria nosso produto interno ser valorizado. Cobramos impostos baixos para quem compra do Brasil, mas elevamos em muito para quem compra no Brasil. Cobram impostos de 1º mundo, oferecendo serviços de 3º. Isso está muito errado e tem que mudar!
  

São várias soluções apresentadas pelo governo, mas não vemos ninguém comentando sobre diminuir a carga tributária. Só o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, informa a expectativa de arrecadação em mais de R$ 1.200.000.000.000,00. Assustado com tantos números? É isso mesmo! Mais de um trilhão e duzentos bilhões de reais a serem arrecadados de impostos no ano de 2010. Minha nossa! E o que estão fazendo com tanto dinheiro?! (Não quero falar sobre isso agora pra não fugir do ponto que é a queda do dólar, mas complicado não?!)

Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) até o fim de 2010 a carga tributária deve chegar a 37,9% do PIB. A pergunta é como com uma taxa dessas qualquer empresa brasileira pode concorrer com os produtos americanos?

Limitados, só nos resta esperar que o dólar pare de cair nos permitindo manter competitivos. E pedir que o nosso futuro presidente ou presidenta dentre suas metas, tenha a coragem de fazer duas coisas importantíssimas para nosso país: A reforma tributária e a reforma política.

13 de out. de 2010

Guerra Cambial
Estamos vendo essa tentativa dos EUA de reaquecer sua economia injetando dólares no mercado. Essa ação está gerando uma verdadeira “Guerra Cambial” derrubando o valor do dólar no mundo e em contrapartida supervalorizando todas as outras moedas, inclusive o Real.

Foto internet
O governo brasileiro com sua equipe econômica já vem tomando medidas para controlar a desvalorização do dólar, aumentando o IOF para movimentações estrangeiras, inibindo a compra desenfreada e o consumo de produtos estrangeiros, o que ocasionaria em queda na compra de produtos nacionais, fazendo com que muitas empresas quebrassem ou ficassem “mal das pernas”.
Assim como o governo fez quando a crise mundial de 2009 chegou ao Brasil, neste caso, reduziu alguns impostos dos produtos daqui, para motivar o consumo o que deu muito certo, e nem foram muitos, e acabou acontecendo mesmo a tal "marolinha" o polemizado comentário pelo nosso presidente Lula. Mas vale lembrar que o Brasil estava muito forte e preparado para a crise.

O medo agora é que a desvalorização do dólar aumente em muito a compra de produtos e serviços dos EUA, e também cause prejuízo em muitos outros aspectos, pois a verdade é que não temos como competir com os norte-americanos que já têm produtos abaixo do preço e com muita qualidade. Com a queda da moeda estrangeira, a oportunidade dos consumidores de adquirir produtos com condições e a preço bem baixo é quase que impossível de deixarem passar. E é exatamente isso que o governo americano quer para superar totalmente a crise que ainda abala sua estrutura.
Ao que parece a moeda mais usada no mundo continuará caindo até o fim do ano e o governo brasileiro terá que se desdobrar para não perder mercado e muitas de nossas empresas não fecharem por não poder competir com preços baixos.

O que poderia, aliás, deveria ser feito é a diminuição da carga tributária brasileira que é uma das maiores do mundo, isso sim faria nosso produto interno ser valorizado. Cobramos impostos baixos para quem compra do Brasil, mas elevamos em muito para quem compra no Brasil. Cobram impostos de 1º mundo, mas oferecem serviços de 3º. Isso está muito errado e tem que mudar!
São várias soluções apresentadas pelo governo, mas não vemos ninguém comentando sobre diminuir a carga tributária. Só o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, informa a expectativa de arrecadação em mais de R$ 1.000.000.000.000,00. Assustado com tantos números? É isso mesmo! Mais de um trilhão de reais a serem arrecadados no ano de 2010. Minha nossa! E o que estão fazendo com tanto dinheiro?! (Não quero nem falar sobre isso agora pra não fugir do ponto que é a queda do dólar, mas complicado isso não?!)

Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) até o fim de 2010 a carga tributária deve chegar a 37,9% do PIB. A pergunta é como com uma taxa dessas qualquer empresa brasileira pode concorrer com os produtos americanos?

Limitados, só nos resta esperar que o dólar pare de cair para que possamos nos manter competitivos. E pedir que o nosso futuro presidente ou "presidenta" tenha coragem de fazer duas coisas importantíssimas para nosso país: A reforma tributária e a reforma política.