21 de out de 2010




Guerra Cambial
Por  Carlos André

Estamos vendo essa tentativa dos EUA de reaquecer sua economia injetando dólares no mercado. Essa ação está gerando uma verdadeira “Guerra Cambial” derrubando o valor do dólar no mundo e em contrapartida supervalorizando todas as outras moedas, inclusive o Real.



Guerra Cambial
O governo brasileiro com uma forte equipe econômica já vem tomando medidas para controlar a desvalorização do dólar, aumentando o IOF para movimentações estrangeiras, inibindo a compra desenfreada e o consumo de produtos estrangeiros, o que ocasionaria em queda na compra de produtos nacionais, fazendo com que muitas empresas quebrassem ou ficassem “mal das pernas”.
Assim como o governo fez quando a crise mundial de 2008 chegou ao Brasil, neste caso, reduziu alguns impostos dos produtos daqui para motivar o consumo o que deu muito certo, e nem foram muitos, e pra surpresa de muitos, acabou acontecendo mesmo a tal "marolinha" o polemizado comentário de nosso atual presidente. Mas vale lembrar que o Brasil estava muito forte e preparado para a crise.

Compra de importados
O medo agora é que a desvalorização do dólar faça aumentar desenfreadamente a compra de produtos e serviços dos EUA, e também cause prejuízo em muitos outros aspectos, pois a verdade é que não temos como competir com os norte-americanos que já têm produtos abaixo do preço e com muita qualidade. Com a queda da moeda estrangeira, a oportunidade dos consumidores de adquirir produtos com condições e a preço bem baixo é quase que impossível de deixarem passar. E é exatamente isso que o governo americano quer para tentar lutar contra a crise que abala sua estrutura. Mas para o Brasil esse processo inverte.
Ao que parece a moeda mais usada no mundo continuará caindo por algum tempo e o governo brasileiro terá que se desdobrar para não perder mercado e muitas de nossas empresas não fecharem por não poder competir com preços baixos.

O que poderia, aliás, deveria ser feito é a reformulação e diminuição da carga tributária brasileira que é uma das maiores do mundo, isso sim faria nosso produto interno ser valorizado. Cobramos impostos baixos para quem compra do Brasil, mas elevamos em muito para quem compra no Brasil. Cobram impostos de 1º mundo, oferecendo serviços de 3º. Isso está muito errado e tem que mudar!
  

São várias soluções apresentadas pelo governo, mas não vemos ninguém comentando sobre diminuir a carga tributária. Só o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, informa a expectativa de arrecadação em mais de R$ 1.200.000.000.000,00. Assustado com tantos números? É isso mesmo! Mais de um trilhão e duzentos bilhões de reais a serem arrecadados de impostos no ano de 2010. Minha nossa! E o que estão fazendo com tanto dinheiro?! (Não quero falar sobre isso agora pra não fugir do ponto que é a queda do dólar, mas complicado não?!)

Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) até o fim de 2010 a carga tributária deve chegar a 37,9% do PIB. A pergunta é como com uma taxa dessas qualquer empresa brasileira pode concorrer com os produtos americanos?

Limitados, só nos resta esperar que o dólar pare de cair nos permitindo manter competitivos. E pedir que o nosso futuro presidente ou presidenta dentre suas metas, tenha a coragem de fazer duas coisas importantíssimas para nosso país: A reforma tributária e a reforma política.